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Agustina no seminário
Agustina Wetzel no Seminário de Pesquisa, Agosto de 2025

Entre 20 e 28 de agosto, a Biblioteca Beth Lobo do Núcleo de Estudos de Gênero (PAGU) da Unicamp sediou o seminário “Disidencias sexuales y biopolítica en los lenguajes estéticos latinoamericanos”, ministrado por Agustina G. Wetzel, Doctore en Estudios de Género (Universidad Nacional de Córdoba, IIGHI/NEDIM/CONICET). Em um total de seis encontros, o minicurso contou com a participação de estudantes e pesquisadores das áreas do Audiovisual, das Artes e das Ciências Sociais. A vinda de Agustin(a) Wetzel ao Pagu/INCT-Caleidoscópio foi financiada pelo Programa de Becas para Investigadores y Artistas en Residencia 2024- SANTANDER e supervisionada no Pagu pela pesquisadora Karla Bessa.

A partir de um acervo filmográfico e de bibliografia voltada aos estudos de gênero e à cultura audiovisual, Agustin(a) engajou os participantes na examinação de representações de dissidências sexuais e de gênero nas linguagens estéticas latinoamericanas, com ênfase na Argentina, país em que nasceu e onde vive e leciona o curso de Cinema da América do Sul, na UNA. Além das dissidências, o conceito de biopolítica foi parte fundamental da discussão teórica das aulas. 

Mais do que exibir tais representações a partir das obras, o minicurso buscou analisá-las enquanto formas de resistência e de subversão em diferentes contextos históricos e sociais. Para tal, foram elaboradas ideias e conceitos como a percepção do “armário” enquanto epistemologia e lugar de expressão da subjetividade, seja na afirmação do sujeito para si mesmo ou em sua inserção no mundo, em processos que inevitavelmente mesclam o coletivo e o individual. Se o sentimento de não-pertencimento e a luta contra a normatividade se manifestam nas personagens e nas vidas observadas, a origem e a cultura local não escapam às mentalidades dos sujeitos que, de algum modo, estão presos a elas. 

Além disso, na discussão, dinâmicas familiares e redes de apoio também foram temas fundamentais para a humanização das representações estudadas. Ao tratar do abandono e do envelhecimento, questões como “para onde voltar?” foram levantadas, em uma conversa que uniu o interesse acadêmico e a realidade, a partir da associação e da comparação de contextos brasileiros, argentinos e de outras regiões sul americanas. 
Não menos importantes foram as impressões acerca da noção de gênero enquanto construção social, em que se observaram diferenças significativas entre as imagens de feminilidades e de masculinidades performadas em obras audiovisuais de vários momentos históricos. Nesse sentido, Agustina evidenciou a importância de algumas representações históricas de mulheres cis lésbicas enquanto figura paradigmática dos filmes argentinos, em meio a uma tradição ficcional que negligenciou tais personagens.

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