Coletivos Indígenas LGBTQIAPN+

Sobre a iniciativa:

Durante o Acampamento Terra Livre (ATL) de 2026, em Brasília, foi lançado o Mapeamento Nacional de Coletivos Indígenas LGBTQIAPN+, cujo objetivo é contribuir com os esforços que vêm florescendo nas lutas indígenas há quase uma década, onde as sementes plantadas por ancestrais da diversidade estão se concretizando em mobilização política e acolhimento. O diálogo entre representantes indígenas LGBTQIAPN+ e a iniciativa de escuta, pesquisa e incidência política da Rede Arandu desde 2024 deram vida à publicação deste Mapeamento. As fontes de informação são: o Formulário do Mapeamento Nacional, implementado presencialmente no ATL com respostas online, e divulgado em redes sociais; diálogos complementares às respostas do formulário junto a representantes dos coletivos; e pesquisa em fontes confiáveis, que partem de informações compartilhadas através dos próprios coletivos na Internet, seja em redes sociais ou debates publicados em formato audiovisual (tais como os encontros do Curso de Extensão “Saberes Indígenas, Gênero e Sexualidade em Diálogo”, disponíveis no canal do Youtube do INCT Caleidoscópio).

Os coletivos mapeados estão dispostos no mapa com breves informações, enquanto o texto abaixo apresenta mais detalhes de cada um deles, incluindo informações de contato e conteúdo público. No mapa, constam 15 coletivos, estes tidos como criados por e para pessoas indígenas LGBTQIAPN+, a partir de suas necessidades e demandas. Ao final do texto, apresentamos mais 4 coletivos, marcados por asterisco (*), que se apresentam como espaços de mobilização indígena ou LGBTQIA+ mais ampla, mas que por sua vez acolhem, também, pessoas indígenas de sexualidades e identidades de gênero não-normativas e promovem estes debates dentre suas pautas.

[As informações deste mapeamento são disponibilizadas para diálogo e formação de redes indígenas LGBTQIAPN+, podendo assim ser revisadas e atualizadas conforme a necessidade dos coletivos contemplados e de outros que não foram mapeados. Para contactar-nos, envie e-mail: redearandu@gmail.com].

Conheça os coletivos:

Mboi Pinima

O coletivo Mboi Pinima atua em contexto aldeado no litoral Sul do estado da Bahia, desenvolvendo ações voltadas à promoção dos direitos humanos e ao fortalecimento das existências indígenas LGBTQIAPN+. Sua atuação está centrada na defesa do reconhecimento, da dignidade e da melhoria das condições de vida de indígenas dissidentes de gênero e sexualidade, articulando ações de acolhimento, fortalecimento comunitário e incidência política. Inserido na realidade dos territórios indígenas baianos, o coletivo busca ampliar o debate sobre direitos, enfrentando situações de invisibilização e discriminação que atravessam essas populações. Ainda que possua pouca divulgação em meios digitais, sua atuação propõe a construção de espaços de apoio, pertencimento e valorização das identidades indígenas LGBTQIAPN+, contribuindo para fortalecer redes de solidariedade e ampliar o acesso a direitos fundamentais. 

Redes sociais: @coletivomboi.pinima

  • Povos representados: Tupinambá de Olivença
  • Áreas de atuação: Direitos humanos.
  • Principais pautas: Reconhecimento, garantia de direitos, qualidade de vida e fortalecimento comunitário.
Coletivo LGBTQIA+ Kaingang

O Coletivo LGBTQIA+ Kaingang reúne indígenas Kaingang de diferentes regiões do país, constituindo uma rede nacional de articulação voltada à promoção dos direitos humanos e à defesa das existências indígenas LGBTQIAPN+. O coletivo atua na incidência política em temas relacionados aos direitos indígenas, às políticas públicas, à saúde e ao combate às múltiplas formas de discriminação que atingem pessoas indígenas dissidentes de gênero e sexualidade. Além da participação em mobilizações e eventos nacionais, desenvolve ações de fortalecimento comunitário, visibilidade e conscientização, contribuindo para ampliar o debate sobre diversidade sexual e de gênero nos territórios indígenas e nos espaços institucionais. Sua atuação evidencia a necessidade de integrar as pautas da diversidade às lutas históricas dos povos indígenas, reafirmando que o direito à identidade, ao território e ao Bem Viver são dimensões inseparáveis. 

Redes Sociais: @lgbtqkaingang

 

  • Povos representados: Kaingang.
  • Áreas de atuação: Direitos humanos, saúde, políticas públicas e direitos indígenas.
  • Principais pautas: Defesa dos direitos indígenas LGBTQIAPN+, acesso às políticas públicas, saúde integral e enfrentamento à discriminação.
Kajuru’nyá Xeké

A Kajuru’nyá Xeké é uma coletiva indígena fundada em Recife, em 2023, por pessoas indígenas dissidentes de gênero e sexualidade, com destaque para a participação de pessoas trans e travestis em contexto urbano. Sua atuação articula processos de retomada identitária, fortalecimento espiritual, produção de conhecimento, cuidado comunitário e incidência política a partir da perspectiva dos corpos-territórios. O coletivo desenvolve ações voltadas ao resgate de saberes ancestrais, à valorização das espiritualidades indígenas, à promoção da saúde integral, à defesa dos direitos humanos e ao enfrentamento das violências coloniais, cisheteronormativas e LGBTfóbicas. Também participa de espaços institucionais, realiza pesquisas, encontros comunitários, atividades formativas e ações territoriais, fortalecendo redes de apoio entre povos indígenas e movimentos sociais. Sua atuação busca afirmar o Bem Viver, a autodeterminação dos povos indígenas e o reconhecimento das existências indígenas LGBTQIAPN+ como parte constitutiva da diversidade dos povos originários.

Redes sociais: @kajurunyaxeke

  • Povos representados: Kajuru’nyá/Wassu-Cocal
  • Ano de criação: 2023.
  • Áreas de atuação: Direitos humanos, saúde indígena, cultura, pesquisa e justiça climática.
  • Principais pautas: Corpos-territórios, retomada identitária, saúde integral, fortalecimento espiritual, direitos indígenas e enfrentamento às violências coloniais.
  • Principais ações: Encontros comunitários, pesquisas, formação política, incidência institucional e ações territoriais.
Coletyvo Xanana

O Coletyvo Xanana é um coletivo indígena LGBTQIAPN+ organizado no estado do Rio Grande do Norte em 2026, criado a partir da articulação entre diferentes povos indígenas durante a 8ª Assembleia dos Povos Indígenas do RN. Seu nome faz referência à planta nativa Xanana (Turnera subulata), símbolo de resistência e ancestralidade no território potiguar, representando a continuidade da vida, da memória e da luta dos povos originários. O coletivo atua na promoção dos direitos humanos, no fortalecimento das identidades indígenas LGBTQIAPN+, na valorização dos saberes ancestrais e na ampliação da participação política de indígenas dissidentes de gênero e sexualidade. Sua atuação busca construir espaços seguros de acolhimento, fortalecer redes de apoio e ampliar a visibilidade das pautas indígenas LGBTQIAPN+, articulando-se com organizações indígenas estaduais e nacionais na defesa dos direitos territoriais, da diversidade e do Bem Viver.

Redes sociais: @coletyvoxanana.rn 

  • Povos representados: Diferentes povos indígenas do Rio Grande do Norte.
  • Ano de criação: 2025.
  • Áreas de atuação: Direitos humanos, diversidade, cultura e incidência política.
  • Principais pautas: Direitos indígenas LGBTQIAPN+, fortalecimento identitário, combate à discriminação e valorização das ancestralidades.
Coletivo Caboclas – Indígenas LGBTI+ do Ceará

Surgiu em 2019 e se expandiu gradualmente dentro do estado, tendo cerca de 20 membros e abrangendo 16 etnias. Atua no fortalecimento político, comunitário e cultural da diversidade de gênero e sexualidade entre os povos indígenas cearenses, e também incide institucionalmente em Conselhos LGBTQIA+ no Ceará. Surgido inicialmente na região de Crateús e posteriormente ampliado para uma atuação estadual, o coletivo é potente na parte audiovisual e organiza e participa de encontros, formações, campanhas e eventos voltados à defesa dos direitos indígenas e LGBTQIA+, sempre articulando essas agendas à luta pelos territórios, pela autonomia e pelo Bem Viver. Entre suas iniciativas estão a participação na organização e divulgação de rodas de conversa, oficinas e encontros de formação política, a presença em assembleias e mobilizações do movimento indígena no Ceará. 

Surgiu em 2019 e se expandiu gradualmente dentro do estado, tendo cerca de 20 membros e abrangendo 16 etnias. Atua no fortalecimento político, comunitário e cultural da diversidade de gênero e sexualidade entre os povos indígenas cearenses, e também incide institucionalmente em Conselhos LGBTQIA+ no Ceará. Surgido inicialmente na região de Crateús e posteriormente ampliado para uma atuação estadual, o coletivo é potente na parte audiovisual e organiza e participa de encontros, formações, campanhas e eventos voltados à defesa dos direitos indígenas e LGBTQIA+, sempre articulando essas agendas à luta pelos territórios, pela autonomia e pelo Bem Viver. Entre suas iniciativas estão a participação na organização e divulgação de rodas de conversa, oficinas e encontros de formação política, a presença em assembleias e mobilizações do movimento indígena no Ceará. 

Coletivo Bokrün

O coletivo Bokrün foi criado por indígenas do povo Borum Kren, abrangendo o entorno de Ouro Preto (MG) e outros municípios, e acolhe o povo originário da região dos rios Alto Uaimií, Alto Uatu e Alto Paraopebas. Compartilham experiências relacionadas às diversidades de gênero e sexualidade, constituindo um espaço de acolhimento, formação política e fortalecimento cultural. Seu nome remete a um termo da língua Borum relacionado ao veado, cuja simbologia está associada à fluidez de gênero e às múltiplas interpretações da sexualidade. O coletivo desenvolve atividades voltadas ao letramento sobre gênero e sexualidade, à valorização da cultura indígena e à construção de espaços seguros para pessoas indígenas LGBTQIAPN+, promovendo debates, encontros e processos formativos. Sua atuação também busca ampliar o diálogo com as lideranças indígenas e fortalecer a participação política de pessoas LGBTQIAPN+ nos espaços comunitários.

 

  • Povo representado: Borum Kren.
  • Áreas de atuação: Direitos humanos, formação política, cultura e acolhimento.
  • Principais pautas: Diversidade sexual e de gênero, fortalecimento cultural e combate à discriminação.
Indígenas LGBTQIAPN+ Xokleng

O coletivo Indígenas LGBTQIAPN+ Xokleng surgiu durante o Acampamento Terra Livre de 2022, reunindo indígenas comprometidos com a defesa dos direitos humanos, da diversidade e dos direitos territoriais. Sua atuação a partir dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul articula pautas relacionadas à saúde, educação, proteção ambiental, justiça climática e promoção dos direitos das pessoas indígenas LGBTQIAPN+, desenvolvendo campanhas, mobilizações e ações de conscientização em diferentes espaços políticos e comunitários. O coletivo participa de articulações nacionais ao lado de outros movimentos indígenas e organizações da diversidade, fortalecendo a incidência política em eventos como o Acampamento Terra Livre e conferências internacionais sobre mudanças climáticas. Sua atuação reafirma a inseparabilidade entre a defesa dos territórios indígenas e o reconhecimento das diversas formas de existência dos povos originários.

 

  • Povo representado: Kokleng.
  • Ano de criação: 2022.
  • Áreas de atuação: Direitos humanos, saúde, educação, justiça climática e meio ambiente.
  • Principais pautas: Direitos indígenas LGBTQIAPN+, demarcação territorial, proteção ambiental e combate às violências.
Aldeiamento Urbano

O coletivo Aldeamento Urbano reúne pessoas indígenas LGBTQIAPN+ em processo de retomada identitária, constituindo um espaço de acolhimento, fortalecimento comunitário e valorização das ancestralidades. Criado em 2024, com núcleo mais atuante na cidade de São Paulo, o coletivo desenvolve encontros presenciais e virtuais voltados à troca de saberes, ao fortalecimento das identidades indígenas e ao compartilhamento de experiências relacionadas às retomadas individuais e coletivas. Além das ações de formação, participa de manifestações públicas em defesa da demarcação dos territórios indígenas, dos direitos das mulheres indígenas e da ampliação do acesso às políticas públicas. O coletivo também atua na conscientização sobre o uso ético das tecnologias digitais e na proteção dos conhecimentos tradicionais frente aos processos de apropriação indevida, reafirmando a importância do protagonismo indígena na produção e circulação de seus próprios saberes.

Redes sociais: @aldeiamentourbano

  • Povos representados: Kaeté, Cariri-Xocó, Tupinambá, Tabajara, entre outros.
  • Ano de criação: 2024.
  • Áreas de atuação: Direitos humanos, retomada identitária, cultura e formação política.
  • Principais pautas: Demarcação territorial, fortalecimento identitário, direitos das mulheres indígenas e proteção dos conhecimentos tradicionais.
Coletivo Indígena LGBTQIA+ – Força das Cores Magüta

O Coletivo Indígena LGBTQIA+ – Força das Cores Magüta atua na região do Alto Rio Solimões, na tríplice fronteira amazônica entre Brasil, Colômbia e Peru  na promoção da visibilidade, do acolhimento e da defesa dos direitos de indígenas LGBTQIAPN+, fortalecendo redes de apoio, e espaços de pertencimento e de propostas políticas, tais como Seminários locais de debate, para pessoas indígenas dissidentes de gênero e sexualidade. A iniciativa articula ações voltadas à valorização das identidades indígenas, ao enfrentamento das violências e à ampliação da participação política de seus integrantes em espaços de mobilização social. 


Redes Sociais: @maguta.liberdadedascores

  • Áreas de atuação: Direitos humanos, diversidade e fortalecimento comunitário.
  • Principais pautas: Visibilidade indígena LGBTQIAPN+, combate à discriminação e fortalecimento das redes de apoio.
Ponto de Cultura Coletivo Apaîé Potiguara

O Ponto de Cultura Coletivo Apaîé Potiguara é uma iniciativa comunitária dedicada à valorização da cultura, da memória e da identidade do povo Potiguara, atuando nos estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte, nos entornos das praias Baía da Traição e Formosa. O coletivo desenvolve ações que articulam arte, educação, sustentabilidade e fortalecimento comunitário, compreendendo a cultura como instrumento de transformação social e afirmação dos direitos indígenas. Entre suas atividades estão projetos de arte-educação, formação de professores indígenas, produção audiovisual, música, teatro, dança e iniciativas voltadas à recuperação ambiental, como ações de proteção dos recursos hídricos nos territórios Potiguara. O coletivo também participa de redes de articulação cultural indígena, fortalecendo o protagonismo de mulheres, jovens, pesquisadores e indígenas LGBTQIAPN+ na construção de políticas culturais e na preservação dos conhecimentos ancestrais.

Redes sociais: @coletivoapaie

 

  • Povo representado: Potiguara.
  • Áreas de atuação: Cultura, educação, meio ambiente, comunicação e cidadania.
  • Principais pautas: Fortalecimento cultural, valorização da identidade indígena, sustentabilidade e formação comunitária.
  • Principais ações: Arte-educação, projetos ambientais, formação de educadores e produção cultural.
Miriã Mahsã

O Miriã Mahsã é um coletivo indígena LGBTQIAPN+ fundado em 2021, em Manaus (AM), reunindo integrantes de diversos povos indígenas da Amazônia. Criado para fortalecer as existências indígenas dissidentes de gênero e sexualidade, o coletivo atua na promoção dos direitos humanos, na valorização das ancestralidades e na defesa da compreensão de que a diversidade de gênero e sexualidade integra as cosmologias indígenas. Suas ações incluem acolhimento comunitário, fortalecimento da saúde mental, rodas de conversa, formação política, apoio à retificação de documentos de pessoas trans e articulação em defesa da justiça climática e dos direitos indígenas. O Miriã Mahsã também participa de espaços nacionais e internacionais de incidência política, levando as demandas de indígenas LGBTQIAPN+ para debates sobre direitos humanos, mudanças climáticas e políticas públicas.

Redes sociais: @miriamahsa

  • Povos representados: Diversos povos amazônicos.
  • Ano de criação: 2021.
  • Áreas de atuação: Direitos humanos, saúde mental, cultura, justiça climática e formação política.
  • Principais pautas: Diversidade indígena, combate à discriminação, saúde integral, justiça climática e fortalecimento comunitário.
Coletivo TYBYRA

O Coletivo TYBYRA é reconhecido como uma das primeiras articulações nacionais de indígenas LGBTQIAPN+ no Brasil, iniciando sua atuação em 2019. Seu nome homenageia Tybyra (ou Tibira), indígena Tupinambá considerado a primeira vítima documentada de LGBTfobia no território brasileiro durante o período colonial. O coletivo reúne indígenas de diferentes povos e regiões do país, promovendo ações de acolhimento, formação política, comunicação, incidência institucional e fortalecimento das redes de apoio entre indígenas LGBTQIAPN+. Sua atuação articula a defesa dos direitos territoriais com o enfrentamento ao racismo, à LGBTfobia e às violências coloniais, reafirmando que a diversidade sexual e de gênero faz parte da história e das cosmologias indígenas. O TYBYRA participa ativamente de mobilizações nacionais, especialmente no Acampamento Terra Livre (ATL), onde contribui para fortalecer a presença política das pautas indígenas LGBTQIAPN+.

Redes sociais: @indigenaslgbtq

 

  • Povos representados: Diversos povos indígenas.
  • Ano de criação: 2019.
  • Áreas de atuação: Direitos humanos, comunicação, formação política e acolhimento.
  • Principais pautas: Diversidade indígena, combate ao racismo e à LGBTfobia, demarcação territorial e fortalecimento das redes indígenas LGBTQIAPN+.
Instituto Ipakéy

O Instituto Ipakéy foi criado em 2020, na Bahia, consolidando-se como uma organização voltada à promoção dos direitos humanos, da educação e da cidadania de indígenas LGBTQIAPN+. O instituto desenvolve atividades de formação política, rodas de conversa, oficinas e projetos educativos que abordam gênero, sexualidade, ancestralidade e enfrentamento às violências decorrentes da colonialidade. Além das ações voltadas ao acolhimento e à promoção da saúde mental, o Ipakéy participa de articulações nacionais em defesa da inclusão das pautas indígenas LGBTQIAPN+ nas políticas públicas e nos espaços de governança. Sua atuação parte das experiências do povo Pataxó, mas estabelece diálogos e redes de cooperação com diversos povos indígenas do Nordeste e de outras regiões do país.

Redes sociais: @institutoipakey

  • Povos representados: Pataxó e Tupinambá de Olivença
  • Ano de criação: 2020.
  • Áreas de atuação: Educação, direitos humanos, saúde, formação política e cidadania.
  • Principais pautas: Educação intercultural, diversidade, saúde mental, combate às violências e incidência política.
Coletivo Xique-Xique

O Coletivo Xique-Xique reúne indígenas LGBTQIAPN+ de diferentes povos, com forte atuação na região da Serra do Ororubá em Pernambuco e articulação em espaços nacionais de incidência política. Inspirado na resistência do cacto xique-xique, símbolo do semiárido, o coletivo promove ações voltadas ao fortalecimento das identidades indígenas dissidentes de gênero e sexualidade, à defesa dos direitos humanos e ao enfrentamento das violências coloniais. Sua atuação enfatiza a proteção da vida, a valorização das ancestralidades e a construção de políticas públicas que reconheçam a diversidade presente entre os povos indígenas. Além de integrar mobilizações nacionais, o coletivo participa da elaboração de cartas políticas, encontros de formação e espaços de diálogo voltados à justiça climática, aos direitos indígenas e à promoção do Bem Viver.

Redes sociais: @coletivolgbtqiaxx

  • Povos representados: Xukuru do Ororubá
  • Áreas de atuação: Direitos humanos, formação política, justiça climática e fortalecimento comunitário.
  • Principais pautas: Proteção da vida, reconhecimento das existências indígenas LGBTQIAPN+, combate às violências e valorização das ancestralidades.
Juventude Indígena da Diversidade Guarani Kaiowá (JUINDGK)

A Juventude Indígena da Diversidade Guarani Kaiowá (JUINDGK) foi criada em 2022 como resposta à necessidade de fortalecer espaços de acolhimento, proteção e organização política para jovens Guarani e Kaiowá LGBTQIAPN+. O coletivo articula a defesa da diversidade sexual e de gênero às lutas históricas pela demarcação dos territórios, pela preservação da espiritualidade tradicional e pelo fortalecimento das juventudes indígenas. Suas ações incluem encontros comunitários, atividades culturais, produção audiovisual, fortalecimento da saúde mental e valorização das práticas espirituais como elementos centrais do cuidado coletivo. A JUINDGK também participa de mobilizações regionais e nacionais, contribuindo para ampliar a visibilidade das experiências de jovens indígenas LGBTQIAPN+ e para fortalecer o protagonismo das novas gerações nas lutas por direitos.

Redes sociais: @juind_gk_oficial@juindtaquaperi_ofcial

  • Ano de criação: 2022.
  • Abrangência territorial: Mato Grosso do Sul.
  • Povos representados: Guarani e Kaiowá.
  • Áreas de atuação: Juventude, cultura, espiritualidade, saúde mental e direitos humanos.
  • Principais pautas: Diversidade sexual e de gênero, demarcação territorial, fortalecimento da juventude e proteção das vidas indígenas.
Juventude Indígena Pankará (JUIPAN)*

A Juventude Indígena Pankará (JUIPAN) é um coletivo criado em 2019 no território Pankará, em Pernambuco, com o objetivo de fortalecer a organização política da juventude indígena e promover a valorização da identidade cultural do povo Pankará. O coletivo desenvolve ações voltadas à formação política, preservação cultural, educação, proteção ambiental e defesa dos direitos dos povos indígenas, incorporando também o debate sobre diversidade sexual e de gênero como parte das experiências vividas pela juventude do território. Suas atividades incluem encontros, debates, ações educativas e iniciativas de fortalecimento das redes de apoio entre jovens indígenas, contribuindo para ampliar a participação das novas gerações nos processos de organização comunitária e na defesa dos direitos coletivos. A atuação da JUIPAN evidencia o compromisso com a construção de espaços mais inclusivos para jovens indígenas LGBTQIAPN+, articulando as lutas pela diversidade às reivindicações históricas dos povos indígenas.

Redes sociais: @juipan.pe

  • Ano de criação: 2019.
  • Áreas de atuação: Juventude, direitos humanos, cultura, educação e meio ambiente.
  • Principais pautas: Direitos indígenas, fortalecimento cultural, políticas públicas para a juventude e promoção da diversidade sexual e de gênero.
Grupo de Mulheres Indígenas do Caramuru*

O Grupo de Mulheres Indígenas do Caramuru desenvolve ações voltadas ao fortalecimento cultural, educacional e político das comunidades indígenas do território Caramuru-Paraguaçu, na Bahia. A iniciativa promove a valorização dos conhecimentos tradicionais, da memória coletiva e do protagonismo das mulheres indígenas, articulando atividades que integram cultura, educação e defesa dos direitos humanos. Sua atuação busca fortalecer as práticas culturais e ampliar a participação das mulheres nos processos de organização comunitária e nas lutas pelo reconhecimento dos direitos dos povos indígenas. Além de preservar saberes ancestrais, o grupo contribui para a formação de novas lideranças e para a construção de espaços de diálogo que reafirmam a identidade indígena e promovem o enfrentamento das desigualdades vivenciadas nos territórios.

  • Áreas de atuação: Cultura, educação e direitos humanos.
  • Público prioritário: Mulheres indígenas.
  • Principais pautas: Fortalecimento cultural, valorização das mulheres indígenas e garantia de direitos.
Associação Akim*

A Associação Akim é uma organização indígena sem fins lucrativos que atua desde 2005 junto aos povos Kokama e Mura, desenvolvendo iniciativas voltadas ao fortalecimento comunitário, à defesa dos direitos indígenas e à valorização dos conhecimentos tradicionais. Sua atuação integra ações nas áreas da educação, cultura, comunicação, saúde, juventude, meio ambiente e direitos territoriais, promovendo atividades como reuniões comunitárias, rodas de conversa, formações e intercâmbio de saberes com as lideranças e os anciãos, assim como ações voltadas para crianças, e inclui também debates sobre a comunidade LGBTQIAPN+ e frisa o combate à discriminação. A associação trabalha em parceria com outras comunidades indígenas da região, fortalecendo processos coletivos de organização política e defesa dos direitos originários. Também contribui para ampliar os debates sobre diversidade e inclusão, apoiando iniciativas que promovam o respeito às diferentes identidades presentes nas comunidades indígenas.

Redes sociais: @akim_kokama

  • Povos representados: Kokama e Mura.
  • Ano de início: 2005.
  • Áreas de atuação: Educação, cultura, saúde, juventude, comunicação, meio ambiente e direitos territoriais.
  • Principais pautas: Fortalecimento comunitário, valorização cultural, direitos indígenas e organização política.
Coletivo Diversidade do Vale (CODIVA*)

O Coletivo Diversidade do Vale (CODIVA) existe desde 2022 e está na região do Ceará-Mirim (Rio Grande do Norte) e desenvolve ações voltadas à promoção dos direitos humanos, ao fortalecimento da cidadania: está habilitado, por exemplo, para compor o Conselho Estadual dos Direitos da População LGBTQIAPN+  do Rio Grande do Norte (anos 2026-2028). Por meio de atividades de mobilização social, comunicação e articulação política, o coletivo tem potente diálogo institucional e até propôs uma audiência pública para o debate sobre políticas públicas para a população LGBTQIAPN+ na câmara de vereadores do município de Ceará-Mirim em junho de 2026.

Redes sociais: @blogcodiva

  • Abrangência territorial: Vale do Rio Doce (MG).
  • Áreas de atuação: Direitos humanos, comunicação e diversidade.
  • Principais pautas: Cidadania, combate à discriminação, fortalecimento comunitário e incidência política.