
Camila Infanger, USP, cinfanger@usp.br
Tchella Maso, UnB, tchellamaso@gmail.com
Clarice Ferreira Menezes, UFMG, clairecristine@gmail.com
Em julho de 2025 realizou-se o Encontro Nacional da Associação Brasileira de Relações Internacionais, Conferência DPLST-LAC-ABRI 2025: Desenvolvimento e Diplomacia no Sul Global, no Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo. A partir da urgência identificada pela coordenação da área temática Feminismos, Gênero e Sexualidade, coordenada por Arthur Murta e Clarice Ferreira Menezes, foi criado, pela primeira vez em um espaço institucional da ABRI, um momento específico para discutir as experiências de mulheres-mães no campo das Relações Internacionais no Brasil.
O painel Maternidade e ciência: olhares feministas a partir de Relações Internacionais proporcionou um espaço de diálogo para vozes até muito recentemente abafadas e invisibilizadas na academia de modo geral assim como no campo dos estudos em Relações Internacionais.

No Painel composto por mães docentes, estudantes e pesquisadoras das Relações Internacionais, foi abordada a temática da vida de mulheres que ousaram quebrar o muro construído sobre valores neoliberais sob os quais as vidas pessoal e profissional/acadêmica devem ser separadas. Com isso causaram fissuras em um sistema que define que mulher-acadêmica não pode ser mulher-mãe.
Este texto tem como objetivo discutir o campo da maternidade e ciência a partir das experiências compartilhadas naquele painel, articulando-as com reflexões críticas sobre as estruturas acadêmicas e institucionais que moldam esse debate. Powell (2018) argumenta que a ideia de uma suposta conciliação harmoniosa entre vida profissional e maternidade constitui, na realidade, uma coalizão violenta: em vez de oferecer soluções, esse discurso reforça o sentimento de culpa das mães, que se desdobram para corresponder a um ideal inatingível. Ao encobrir as condições sociais e políticas que dificultam essa integração, tal narrativa desloca o problema para a esfera individual, exclui o debate público e silencia possibilidades de mudanças efetivas, como aquelas reivindicadas a partir do ativismo feminista.
Nossa reflexão é elaborada a partir da nossa experiência como mães que atuam no campo da Ciência Política e das Relações Internacionais, que escutaram os relatos e se movimentaram a partir deles. A partir das reflexões estimuladas naquela conferência, construímos esse texto não apenas para registrar vivências, mas sobretudo convidar à institucionalização de um debate urgente. Um debate que reconheça a maternidade como dimensão constitutiva da vida acadêmica e que a inscreva nas agendas de equidade e diversidade, rompendo com a lógica de invisibilização que tem sustentado desigualdades históricas e estruturais que afetam prioritariamente corpos feminizados.
Maternidade invisibilizada nas políticas científicas: desafios e contradições
O campo das Relações Internacionais, consolidado como área de conhecimento no Brasil na década de 1970, faz parte do universo mais amplo da ciência produzida nas universidades e instituições públicas e privadas. Assim como em outras áreas, enfrenta dilemas estruturais relacionados à inclusão, diversidade e equidade, ainda que de forma marcada por especificidades. Trata-se de um campo historicamente masculinizado, que valoriza temas como guerra e segurança a partir de atores abstratos, como os Estados, oferecendo pouco espaço para experiências que escapam a esse modelo. Nesse campo, se agendas e narrativas feministas já encontram entraves, a maternidade se torna um tabu, seja enquanto tema de pesquisa, seja no próprio maternar da pessoa acadêmica.
A ciência, enquanto instituição, continua estruturada sobre valores meritocráticos que naturalizam a produtividade como medida exclusiva de excelência, sem ajustes adequados para acomodar demandas de parentalidade e cuidado. Trabalhar na ciência significa, em grande medida, submeter-se a valores e sistemas historicamente construídos por e para homens, sem considerar as experiências das mulheres. O fator tempo é um dos maiores desafios: para muitas pesquisadoras, assim como para seus colegas homens, a totalidade dos 20 anos é dedicada à pós-graduação. Isso faz com que os anos mais exigentes da carreira — de conclusão de doutorado, pós-doutorado e início da docência — coincidam justamente com o período da vida em que muitas decidem engravidar, adotar ou dedicar-se à criação dos filhos (Martins et al., 2019; Landivar, 2020; Gallardo, 2021). Por isso, políticas acadêmicas que incluam a maternidade são fundamentais já na pós-graduação e nos estágios iniciais da carreira, contemplando tanto estudantes quanto jovens docentes e pesquisadoras em contratos de pós-doutorado.
Nesse contexto, é importante lembrar a metáfora do pipeline da carreira acadêmica e o chamado “vazamento de gênero” (gendered leaky pipeline), que descreve a evasão constante de mulheres ao longo do percurso até os cargos de maior prestígio. O resultado é o conhecido “efeito tesoura”: enquanto a representatividade das mulheres diminui nos postos de maior prestígio, a dos homens aumenta proporcionalmente. Estudos experimentais mostram que a chamada muro maternal (maternal wall), uma vez acionada, é a forma mais danosa de viés de gênero (Dellacruz & Speer, 2023). Esse fenômeno se conecta ao bem documentado “penalização pela maternidade” (motherhood penalty), pelo qual mulheres enfrentam declínios em salários, progressão na carreira e reconhecimento profissional após se tornarem mães (Goldin, 2014; Kleven, Landais & Søgaard, 2019).
Embora não exclusivo da academia, esse problema assume contornos ainda mais severos em um setor frequentemente descrito como uma “profissão gananciosa” (greedy profession, Goldin, 2014), marcada por longas jornadas, competição intensa e prazos rígidos. Esses elementos não apenas ampliam os efeitos negativos da maternidade sobre as trajetórias acadêmicas, como também reforçam a necessidade de políticas específicas de equidade e inclusão.
No contexto brasileiro, pensar a maternidade como uma dimensão estruturante da vida científica é fundamental para superar invisibilidades persistentes e criar indicadores que permitam mensurar de forma mais precisa onde estão as barreiras e quais caminhos podem ser abertos para transformar as instituições. Nesse sentido, análises interseccionais se fazem necessárias, já que as condições de acesso e permanência na vida acadêmica são drasticamente afetadas por questões de classe e pertencimento étnico-racial.
Nos últimos anos, as discussões sobre maternidade e ciência ganharam cada vez mais visibilidade no Brasil, impulsionadas por movimentos e redes que colocaram em pauta as experiências de pesquisadoras-mães. Essa visibilidade, no entanto, tem revelado tanto avanços quanto resistências, expondo contradições no modo como instituições acadêmicas e de fomento reconhecem — ou deixam de reconhecer — a presença das mães no campo científico. Um exemplo marcante é o episódio envolvendo o presidente da principal agência de fomento à pesquisa no Brasil, o CNPq, que em 2024 criticou abertamente o trabalho do movimento social acadêmico Parent in Science, alegando que suas atividades atrapalhavam a atuação da agência. Tanto sua identidade quanto sua posição são sintomáticas da persistência de uma estrutura institucional que não acolhe plenamente a presença das mulheres na ciência acadêmica.
Essa ambiguidade também se expressa em iniciativas institucionais que, sob o discurso de valorização da família, acabam por reforçar papéis tradicionais de gênero. Um exemplo empírico é o edital lançado em 2021 por um consórcio interministerial envolvendo o Ministério da Educação e o então Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Sob o enquadramento “Família e Políticas Públicas”, o programa aparentava abrir espaço para políticas inclusivas relacionadas à equidade de gênero sob a perspectiva da parentalidade. No entanto, nenhum dos projetos financiados abordou diretamente questões centrais como gênero, maternidade, equidade ou direitos reprodutivos. Os temas desenvolvidos privilegiaram abordagens neutras — estado nutricional das famílias, padrões migratórios, equilíbrio entre tempo de trabalho e vida familiar, panorama econômico, alfabetização digital e violência contra crianças —, deixando de lado problemas estruturais relacionados à desigualdade de gênero.
Esse caso ilustra como, mesmo em contextos de fomento científico, em especial durante momentos de governos presididos por partidos alinhados a valores conservadores, a maternidade das mulheres continua invisibilizada, deslocada para a esfera privada e tratada apenas sob perspectivas tradicionais e patriarcais. Para os movimentos feministas e acadêmicos, o desafio é justamente romper esse enquadramento restritivo, trazendo a maternidade para o centro das discussões sobre equidade, diversidade e inclusão. É nesse horizonte que este texto se insere: como contribuição ao Boletim Caleidoscópio, buscamos evidenciar as ambiguidades e contradições das políticas atuais, ao mesmo tempo em que convidamos à reflexão coletiva sobre a produção de indicadores, narrativas e práticas que deem visibilidade às experiências das mães na ciência acadêmica.
As vivências das mães-pesquisadoras e analistas de Relações Internacionais
As experiências compartilhadas no painel mostraram que a maternidade, no campo das Relações Internacionais, é atravessada por tensões que não são apenas individuais, mas estruturais, demonstrando que aqui se aplica a máxima de Hanish “o pessoal é político”. A exigência de mobilidade internacional, comum em universidades privadas e em carreiras acadêmicas ligadas à inserção global, leva muitas pesquisadoras a adiar a maternidade ou a enfrentá-la em contextos de maior vulnerabilidade. Ao mesmo tempo, quando uma acadêmica busca carreira em instituição pública, no Brasil, sua dedicação inicial à carreira faz com que a maternidade também seja adiada para garantir a aprovação em concurso público e poder contar com uma ideia de estabilidade financeira. Em geral, quando o momento reprodutivo coincide com a fase inicial da carreira — pós-graduação, pós-doutorado e primeiros anos de docência — há pouco apoio institucional, o que intensifica o risco de evasão ou de queda significativa na produção acadêmica. Ao mesmo tempo, pelos relatos apresentados durante a mesa, a maioria, senão todas as acadêmicas ouvidas, relataram questões laborais e de produção bibliográfica durante o puerpério e no período subsequente. As cobranças se intensificaram, mesmo com a proposta de “não interferir no maternar”.
Ao mesmo tempo, percebe-se que o problema não se aplica apenas na esfera de trabalho. Como observam Ward & Wolf-Wendel (2004) trata-se de um problema que atravessa gerações e que vai muito além do ambiente institucional. Participantes do painel relataram ter ouvido de familiares próximos em relação a suas gestações/adoções frases como “tua carreira acabou”, em um gesto que sintetiza expectativas sociais de que a maternidade e a vida acadêmica seriam esferas incompatíveis. Esse tipo de julgamento, vindo muitas vezes de mães ou avós, expressa tanto a reprodução de papéis de gênero naturalizados mesmo por mulheres quanto a interiorização da ideia de que a mulher deve escolher entre ser mãe ou profissional. Outras participantes narraram a dissolução de casamentos diante da dificuldade em conciliar trabalho acadêmico, maternidade e vida conjugal, revelando como o peso da responsabilidade pelo cuidado recai quase exclusivamente sobre elas, evidenciando a incipiência de uma lógica de divisão do trabalho de cuidado entre homens e mulheres, no caso de casais heteroafetivos. Além disso, a solidão do maternar foi descrita como experiência comum: a sensação de estar isolada, sem apoio institucional e com pouca rede de acolhimento, ao mesmo tempo em que se exige desempenho acadêmico contínuo. Esses relatos reforçam que as barreiras enfrentadas pelas mães na ciência não se restringem ao espaço universitário, mas estão enraizadas em estruturas sociais e culturais que insistem em naturalizar a incompatibilidade entre maternidade e carreira.
Em resposta a essa pressão, surge o desejo de garantir a qualidade nos diferentes âmbitos em que o corpo feminizado ocupa socialmente. O paradigma da conciliação aparece como horizonte recorrente: equilibrar “boa maternidade” e autorrealização acadêmica. Mas, na prática, a conciliação não é uma ponte estável; é um exercício cotidiano de escolhas e renúncias, frequentemente acompanhado de sentimentos de culpa. Estudos mostram que esse ideal de conciliação pode ser, ele próprio, violento, pois desloca o problema assim como suas potenciais soluções para a esfera individual, encobrindo fatores institucionais e políticos que o tornam tão difícil (Powell, 2018). A lógica meritocrática da academia trata a maternidade como escolha pessoal, legitimando a penalização em métricas de produtividade e progressão de carreira que de forma objetiva negligenciam subjetividades. Nesse sentido, a inserção de linhas específicas sobre maternidade na Plataforma Lattes ou na Sucupira representa avanços, pois inscreve a maternidade como categoria analítica e desafia estruturas produtivistas. Sobretudo, avanços como a inclusão do campo que denota o momento que pesquisadoras tiveram pausas relativas às suas licenças maternidades alimentam uma identidade coletiva que fortalece mulheres a externalizar suas realidades na direção da identificação de um fenômeno social merecedor de atenção institucional por parte de órgãos que regem as dinâmicas de bem estar de pesquisadores e pesquisadoras.

Experiências recentes nos ensinaram que falar de maternidade na carreira acadêmica tem o poder de influenciar políticas públicas no âmbito da ciência que trarão mudanças para aquelas que virão depois de nós.
As desigualdades também se expressam nas assimetrias entre maternidade e paternidade. Enquanto mulheres relatam a necessidade de ocultar sua condição de mães para manter a legitimidade acadêmica, homens frequentemente capitalizam a paternidade, transformando gestos cotidianos de cuidado em reconhecimento social. Isso se soma a uma estrutura cultural que valoriza linearidade, dedicação exclusiva e progressão contínua — características atribuídas ao trabalho masculino —, enquanto às mulheres se impõe a sobrecarga mental do cuidado (Weeks & Ruppanner, 2025), mesmo quando contam com redes de apoio. Como nota Ilona Löwy (2000), a ampliação do acesso das mulheres à ciência modificou percepções sobre o masculino e o feminino, mas não eliminou as hierarquias entre elas.
Essas vivências se expressam também na saúde mental, apontada como uma das dimensões mais afetadas (Rocha et al., 2025). As mães relatam cansaço crônico, solidão e a sensação de que “o brilhantismo se perdeu” após a chegada dos filhos. Por outro lado, há também uma dimensão afirmativa: maternar é político. Criar filhos se torna um ato de projetar mundos possíveis, de tensionar os limites da academia e de reivindicar reconhecimento institucional. Para tanto, é urgente produzir dados sobre quantas e quem são assim como as circunstâncias sob as quais é exercida a atividade acadêmica pelas mães na área de Relações Internacionais, mapear políticas de apoio estudantil (como moradia, restaurantes e hospitais universitários) e criar estruturas de acolhimento, como espaços estruturados de cuidado em eventos acadêmicos.
Os relatos presentes no painel, ao cruzarem experiências individuais com marcos mais amplos da inserção das mulheres na pesquisa científica, revelam as ambiguidades de um sistema que ainda não está preparado para acolher plenamente a maternidade. Como sintetiza a literatura feminista (Elias & Machado, 2018; Ward, 2014), a equidade não pode se limitar ao espaço privado ou ao esforço individual das pesquisadoras; exige mudanças institucionais e políticas públicas que reconheçam o cuidado como dimensão constitutiva da vida científica. Nesse sentido, as vivências das mães-pesquisadoras em Relações Internacionais não são apenas histórias pessoais: são indicadores potentes de desigualdades persistentes e pistas para a formulação de políticas transformadoras.
Uma agenda urgente
O que ouvimos no painel deixa evidente que não existe uma única forma de viver a maternidade na academia. São múltiplas trajetórias atravessadas por condições sociais, institucionais e culturais muito distintas: a mãe solo que enfrenta o desafio cotidiano sem rede de apoio; a mãe que escolhe a maternidade de modo independente; aquelas que lidam com contratos precários de trabalho e, por isso, veem sua carreira permanentemente ameaçada; as que atuam em universidades de excelência, onde a pressão por manter rankings internacionais torna a vida acadêmica quase incompatível com o cuidado; as que pesquisam temas sensíveis e carregam esse peso também em suas formas de vida; as mulheres indígenas que muitas vezes levam seus filhos para a universidade, enfrentando um duplo preconceito — de gênero e de origem étnica. Também foram relatadas as mudanças geracionais, as tensões em universidades particulares que exigem maior mobilidade internacional e os efeitos da chegada de um segundo ou terceiro filho, momento em que a sobrecarga de trabalho acadêmico e de cuidado se torna ainda mais intensa. Tudo isso precisa ser tratado em sua diversidade e integralidade, sem reduções ou simplificações. Reconhecer a pluralidade dessas experiências é passo fundamental para que a maternidade deixe de ser invisibilizada e passe a ser compreendida como parte constitutiva da ciência, inclusive no campo das Relações Internacionais.
A realização de uma mesa dedicada ao tema da maternidade e ciência em um evento como o ENABRI sinaliza não apenas uma necessidade urgente de abertura institucional, mas também de espaços para o ativismo acadêmico. Trata-se de um gesto que, ao mesmo tempo, é individual — na medida em que pesquisadoras compartilham suas experiências e trajetórias marcadas por tensões e resistências — e coletivo, pois cria um espaço de reconhecimento mútuo, de identificação e de construção de alianças. Esse encontro, ainda inédito em muitos sentidos, mostra que o simples ato de falar sobre maternidade no campo das Relações Internacionais é uma ação política: rompe silêncios, desafia estruturas produtivistas e abre caminho para novas formas de pensar a equidade, a inclusão e a diversidade na ciência. Ao registrar esse momento, buscamos não apenas ampliar sua visibilidade, mas também reforçar que a maternidade é parte constitutiva da academia brasileira.
Referências
Delacruz, A. Y., & Speer, A. B. (2023). Maternal wall biases and the maybe baby effect. Industrial and Organizational Psychology, 16(2), 221-224.
Elias, M. L. R., & Machado, I. V. (2018). Fighting gender inequality: Brazilian feminist movements and judicialization as a political approach to oppose violence against women. Public Integrity, 20(2), 115-130.
Gallardo, M. (2021). Does maternity affect women’s careers? Perceptions of working mothers in academia. Educacion Xx1, 24(1), 405-428.
Goldin, C. (2014). A grand gender convergence: Its last chapter. American economic review, 104(4), 1091-1119.
Kleven, H., Landais, C., & Søgaard, J. E. (2019). Children and gender inequality: Evidence from Denmark. American Economic Journal: Applied Economics, 11(4), 181-209.
Landivar, L. C. (2020). First-birth timing and the motherhood wage gap in 140 occupations. Socius, 6, 2378023120939424.
LÖWY, Ilona, Universalidade da ciência e conhecimentos “situados”. Cadernos Pagú gênero, ciência, história, São Paulo, n. 15, 2000.
Martins, G. D. F., Leal, C. L., Schmidt, B., & Piccinini, C. A. (2019). Maternidad y Trabajo: Experiencia de Mujeres con Carreras Profesionales Consolidadas. Trends in Psychology, 27, 69-84.
Powell, S. (2018). Gender equality in academia: Intentions and consequences. International Journal of Diversity in Organizations, Communities, and Nations, 18(1), 19.
Rocha, S., Staniscuaski, F., Nudelman, M. F., Lana, R., Martins, R. M., Fernandes Jr, O., … & Oliveira, L. (2025). The impact of parenthood on mental health within the academic community: highlighting vulnerabilities and identifying high-risk groups. Humanities and Social Sciences Communications, 12(1), 1-10.
Ward, K., & Wolf‐Wendel, L. (2004). Academic motherhood: Managing complex roles in research universities. The Review of Higher Education, 27, 233–257.
Weeks, A. C., & Ruppanner, L. (2025). A typology of US parents’ mental loads: Core and episodic cognitive labor. Journal of Marriage and Family, 87(3), 966-989.

Camila Infanger é Doutoranda em Ciência Política pela USP, Mestre em Gestão Internacional pela ESPM, Bacharel em Economia e Política pela London Metropolitan University. Pesquisadora na área de Políticas Públicas e Estudos de Gênero. Atualmente desenvolvimento trabalhos sob a temática de Maternidade e Academia e a inserção de mulheres na carreira científica. Background em colaborações institucionais internacionais, financiamento e projetos em CTI e internacionalização do Ensino Superior.Visiting Researcher at Oxford University, PhD in Political Science at the University of São Paulo, MSc in International Management at ESPM and BA in Economics and Politics from London Metropolitan University.Gender studies and public policy researcher, focused on the dynamics of motherhood in the academic career. Member of the Parent in Science movement and research collaborator at the University of Sao Paulo in the Public Policy Research Center.

Tchella Maso é Pesquisadora e educadora feminista. Atualmente, é professora na Universidade de Brasília; doutora em Estudos Feministas e de Gênero pela Universidade do País Basco (UPV/EHU) e coordena a Rede “Povos Indígenas, Gênero e Sexualidades”. Sua pesquisa e atuação concentram-se em temas como feminismos, gênero, sexualidades, interseccionalidades, corpos, afetos, espiritualidades e pós-secularismo, com uma forte ênfase na análise crítica das dinâmicas de poder e agência no contexto da política global.

Clarice Ferreira Menezes é Doutora em História, Polîtica e Bens Culturais do Centro de Pesquisa e Documentação em História Contemporânea do Brasil (CPDOC-FGV), possui Mestrado em Estudos Internacionais, área de concentração História e Política Internacionais – Institut de Hautes Etudes Internationales et du Développement – Genebra (2008) e graduação em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2006). Idealizadora do projeto de extensão Leituras da Periferia, atualmente, está como Professora Adjunta do Departamento de História da Universidade Federal de Minas Gerais e leciona as disciplinas obrigatórias de História das Relações Internacionais e História da Política Externa Brasileira para o Bacharelado em Relações Econômicas Internacionais, além de estar como professora da Formação Transversal em Estudos Internacionais da mesma Universidade, ofertando disciplinas em inglês. Sua agenda de pesquisa inclui Relações Culturais Internacionais, Nacionalismo e Identidades atravessados pelas temáticas Feminismos, raça, antirracismo, periferias e diversidade nas Relações Internacionais. Foi coordenadora da Área temática Feminismos, Gênero e Sexualidade, da Associação Brasileira de Relações Internacionais (ABRI), entre 2021 e 2025. Atualmente, é coordenadora da Área Temática Racismo e Antirracismo nas Relações Internacionais, da ABRI, para o biênio 2025-2027 (recondução).

