Autor
Lia Sousa
Doutora em História das Ciências e da Saúde e pós-doutoranda do INCT Caleidoscópio (Pagu/Unicamp)
Gênero e produtividade científica na Química: análise sobre a distribuição de Bolsas de Produtividade em Pesquisa (2014-2023)
Análise de Demanda e Atendimento de bolsas Produtividade (PQ-CNPq) na área da Química revela desigualdades de sexo, cor/raça e região que vão além da taxa de aprovação das solicitações. O baixo número de propostas demandadas chama atenção dentre os grupos minoritários, apontando para a necessidade de políticas públicas voltadas aos níveis iniciais de formação e de carreira que incentivem o desenvolvimento profissional em pesquisa.
Desigualdades na Oceanografia: mulheres são maioria no Doutorado, mas homens detém mais bolsas de Produtividade
A análise de títulos e concessão de bolsas de pesquisa na área da Oceanografia no Brasil, pertencente à grande área de Ciências Exatas e da Terra, apresenta um fenômeno semelhante ao que ocorre nas Ciências Biológicas e da Saúde. Embora as mulheres sejam maioria dentre as pessoas que obtiveram o título de Doutorado nos últimos 10 anos, os homens concentram 74,26% das bolsas de Produtividade (Pq-CNPq) no mesmo período.
Luiza Krau (1916-2020): pioneira em biologia marinha e monitoramento da poluição das águas
Luiza Krau foi uma das primeiras pesquisadoras do Instituto Oswaldo Cruz e a primeira com formação em História Natural. As que ingressaram na instituição antes dela eram médicas, farmacêuticas ou químicas industriais. Distanciando-se do caráter estritamente ligado à saúde pública, sua trajetória se destaca pela atenção aos aspectos biológicos do ecossistema aquático e tornou-se uma das pioneiras na atenção ao equilíbrio ecológico e controle ambiental no Brasil.
Carreiras: Ciências Biológicas e da Saúde (2015-2023)
Embora as mulheres sejam maioria (64,01%) dentre os detentores de Doutorado em Ciências Biológicas e da Saúde entre 2015 e 2020 - condição para obter bolsa Produtividade (Pq/CNPq) em 2023 -, elas detêm apenas 47,11% do benefício nesse ano e nessas grandes áreas.
Genealogia Intelectual: Monika Barth (atuação de 1959 a 2022)
Monika Barth é cientista do Instituto Oswaldo Cruz desde 1959, quando ingressou, ainda universitária, como estagiária de Henrique Pimenta Veloso no Horto de Plantas Medicinais. Ela nasceu em 1939 e se formou em 1961, em História Natural, pela Faculdade Nacional de Filosofia (FNFi) da Universidade do Brasil - atual UFRJ. Tornou-se destacada palinologista (especialista em pólen), virologista e microscopista eletrônica.
Alunas de Iniciação Científica do ensino médio apresentam trabalho em Congresso da Unicamp
Estudantes de três escolas públicas de Campinas-SP, com bolsa do CNPq (Pibic-EM), desenvolveram pesquisa sobre enfrentamento às desigualdades de gênero e raça nas ciências, sob orientação da profa. Karla Bessa do INCT Caleidoscópio.
